sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Monólogo da minha Alma - Cap. I

Amanhã tenho tanta coisa pra fazer e, ainda assim, não consigo sair daqui... É que tem certos dias que a gente quer falar tanto, tanto e não tem nada pra falar... São aqueles dias em que a alma fala, mas a gente não entende nada. Tanto é que você não deve ter entendido muita coisa aqui. Mas são simplesmente aqueles dias em que a gente fica vagando pelos cantos, procurando qualquer coisa com sentido, como "Nossa, a vida passa rápido demais!". Já reparou como passa? Pois é... Estou eu aqui cada dia mais velha e cada dia com mais planos. Nem é justo. A gente devia fazer mil planos quando nascesse e aí teríamos a vida pra realizar, ao invés de ir vivendo e envelhecendo e inventando mil planos no meio do caminho: no momento em que você menos tem tempo. É ou não é? Aquela sua ideia mais legal, você não faz porque tem prova terça que vem e, pra completar, é aniversário de fulano e você precisa dar uma passada pra dar um Oi. A gente devia ter 40 horas no dia. Ou melhor: 45, porque a gente dorme um terço da vida e eu gosto de números inteiros. É claro que não ia dormir 15 horas seguidas (embora me pareça tentador), mas a gente reorganizaria todo o sistema tempo-atividades. É genial! Embora o número de planos, ideias e sonhos cresça em PG... Mas tudo bem, tudo bem... Porque o que importa mesmo é não parar de sonhar e inventar moda. Porque nem tudo que se sonha acontece e nem tudo que acontece é sonhado, mas viver só de realidade? Hmm... É pequeno demais pra mim.

Doce Novembro

Meu bem, eu só sei lembrar:
Do teu abraço gostoso,
Do teu jeito carinhoso
E daquele teu olhar;

Da tua pele e o cheiro teu,
Que grudou no meu nariz;
E do quanto eu fui feliz
Ao saber que eras meu;

E teu jeito sorrateiro
De se apossar do cobertor
Me chamando de "meu amor".

Do teu beijo primeiro,
Meu amor, eu me lembro.
Era mês de novembro...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

À deriva...

Não sei ser poeta e nem quero ser;
Eu escrevo essas palavras pra sobreviver,
Pra fazer minha alma desatormentar,
Impedir esse amor de me dilacerar.

Eu pego o meu navio pra te procurar,
No canto da minha alma eu vou te encontrar...
Vou navegar nos sonhos que eu fantasiei,
Vou te amar do jeito que eu já amei.

Lembrar do seu olhar invadindo meu eu
E do seu corpo quente que um dia foi meu;
Lembrar da sua voz no ouvido a me falar
De amor, de planos, que eu só sei sonhar.

Eu não sei poetar, nem quero saber,
Eu quero o seu abraço pra me aquecer;
Quero também sua boca pra eu poder beijar,
Eu quero o infinito pra poder te amar...

domingo, 28 de novembro de 2010

Ter Que Esperar

As Chicas
Composição: Paula Leal


Nunca pensei que eu pudesse sorrir
Ao dizer um adeus pra minha sorte
Que estava por vir,
Uma ilusão pra me transformar...

Nunca achei que eu pudesse te ouvir
Dizendo um adeus pro teu sonho
Que estava por vir.
Uma aflição ter que esperar
Um sonho em vão...

E agora o que eu faço depois de sorrir,
Com teu sonho incapaz de me ouvir?
Me acorde e depois se vá,
Deixa eu te reparar como uma invasão...

O tempo é que vai passar,
A gente só vai rodar
Na mesma ilusão de recomeçar...
Jogue tudo pro ar, eu estou a flutuar
Na sua ilusão fácil de alcançar.

Cronos, piedade!

Eu quero esconder o vazio do peito sob o tapete da sala.
No silêncio das horas, minha boca se cala,
Mas tanto se fala
dentro de mim.

Eu quero gritar em silêncio o amor que um dia transbordou,
Quero cobrar promessas que você jurou,
Tudo acabou
e é o fim.

Agora o corpo dói e é negro o céu, você vê?
Que o céu da minha alma é você
Que eu só sei te querer
p'ra sempre assim...

sábado, 27 de novembro de 2010

Já dizia Nando Reis...

Já estava cansando do ponto em que a gente digita o texto na caixa de postagem e, duas linhas depois, dá um backspace até ficar tudo em branco de novo... Então decidi falar de mim e ser egocêntrica por um post inteiro. (Afinal, esse blog é meu e, contanto que não ofenda ninguém, eu acho que posso escrever o que eu quiser, não é?)
Vamos falar de mim, que hoje eu não quero saber de dores e desamores. Hoje eu quero saber do meu Amor Maior. Sim, porque não há forma de falar de mim sem falar da Música. Sabe aquela coisa que faz você pirar, como se não houvesse nada além disso correndo nas suas veias? A Música sou eu por completo (Com letra maiúscula, porque ela tem personalidade). Pra quem não sabe, eu era bem pequena e dizia que queria ser cantora (como 90% das crianças, eu creio... os outros 10% vão ser veterinários). Meu primeiro CD, é claro que me lembro! Eu mesma escolhi na prateleira da loja (cara, como eu me lembro!), e foi Sandy & Junior mesmo e nem ligo pro que você vai pensar, tá?! Lembro do meu karaokê do Gugu, vermelho com um microfone de espuma azul - que minha prima colocava na boca com frequência! E depois veio o microfone rosa que parecia um sorvetão, que quebrou no dia seguinte. Depois veio o primeiro microfone de verdade, que devia pesar um quilo. Tem coisas que não envelhecem dentro da gente, que mantêm a juventude na gente. Todo mundo que passa algumas horas comigo sabe que eu canto o dia inteiro (foi mal, galera! :S É que, se eu não cantar, eu viro uma planta).
E aí, um belo dia eu só resolvi assumir que nada mais eu podia fazer da minha vida profissional. E sou feliz por não ter me tornado uma daquelas pessoas que vão fazer o curso que dá dinheiro só pelo dinheiro e pronto. Ainda não consigo entender como é fazer algo sem se entregar de corpo e alma. Mas cada um é feliz do seu jeito, cada um escolhe o caminho que quer. Eu me recuso a pegar um atalho.
Deve ter gente que acha que eu sou sonhadora demais (e quer saber? Eu sou!)... Mas sei muito bem como é a vida de um músico. Trabalhar demais e se frustrar às vezes. Mas não é assim em qualquer profissão (tirando os políticos)? Tem que estudar até fritar o cérebro, porque não é só dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, Graças a Deus!
Mas não é só isso. A Música me cura, me aproxima de Deus. E parece que a única coisa que eu sei fazer razoavelmente bem! Quanto mais a gente estuda, mais a gente sabe que não sabe, né? É meu passatempo, meu trabalho, minha redenção... É verdade que às vezes ela me maltrata, mas ela está perdoada...
Porque você sabe, é como diz aquela música "Porque eu estou com ela, sou dela, sem ela não sou...".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em samba-canção


Meu bem, eu disse
Que amar doía,
Que eu não queria
mais nos magoar.

Você, teimoso,
Quis amar ainda,
E, essa boca linda,
Eu não sei negar.

Mas agora, então,
Tudo virou passado,
Porque ao teu lado
Já não vou estar.

Eu já bem sei:
De amor não se morre,
Mas o sangue que corre
Parece congelar.

Então te juro
Meu amor eterno,
Pois até no inferno
Hei de te amar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diz pra mim?



Diz pra mim...

O que eu tenho que fazer?

- Se eu preciso ser bonita -

Para conquistar você,

Se preciso maquiar, se preciso vestir bem...

Que livros eu devo ler?

Preciso gostar de que músicas, que filmes?

Para que time eu tenho que torcer?

Corto os cabelos, pinto as unhas?

Faço amor com você?

Devo aprender a cozinhar?

Eu preciso emagrecer?

Silicone, piercing, tatuagem...

O que eu tenho que fazer

Prá ganhar o seu amor;

Prá você me querer?

Mas e se eu te ignorar, fizer um charme,

Eu vou conquistar você?

Ou eu devo ser eu mesma?

(Isso eu mal consigo ser)

É que eu fico muito boba

Quando a gente se vê...

É que eu gosto tanto, tanto

Gosto mesmo de você.



(Danielle Dumont)